Chamaram Helena de Enfeite Até Ela Subir ao Palco da Joia Mais Disputada-Neyney

Na manhã seguinte, Helena trocou vestidos de festa por um avental grosso e entrou no estúdio como a funcionária menos importante do lugar.

Ninguém carregou suas ferramentas, protegeu suas unhas ou fingiu que seus primeiros encaixes estavam bons.

Ela aprendeu a preparar moldes, polir ouro, ajustar garras e reconhecer quando uma pedra poderia quebrar sob pressão.

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Seus dedos ganharam pequenos cortes, calos e curativos.

Ainda assim, ela voltava todas as noites.

Durante o dia, aparecia nos eventos exigidos pela história principal e recebia recompensas por permanecer discretamente no fundo.

Num clube de equitação, o sistema lhe pagou R$ 500 mil por parecer entediada enquanto Sofia caía de um cavalo e Rafael corria para ajudá-la.

À noite, Helena era apenas H, uma aprendiz com pó de metal no rosto.

Foi numa terça-feira chuvosa que Juliano apareceu.

O corretor de pedras encontrou Helena tentando prender uma safira com o buril num ângulo perigoso.

—Continue assim e você vai lascar a parte inferior da pedra.

Helena ergueu a viseira.

—E você é quem?

—O homem que fornece as pedras que você está maltratando.

Ele ensinou Helena a abaixar o cotovelo e usar o peso da ferramenta, não a força do pulso.

A garra cedeu perfeitamente.

Juliano também apontou a mancha de polimento na ponta do nariz dela.

Helena apenas mandou que ele deixasse as pedras no balcão.

Depois daquela noite, ele passou a aparecer com frequência, sempre criticando linhas, simetria e proporções.

Com a ajuda técnica do estúdio, Helena finalmente transformou o antigo desenho de begônias num conjunto real.

Sara observou o colar concluído e permaneceu alguns segundos sem falar.

Então anunciou que o inscreveria anonimamente no Gala Beneficente Aurora, o mesmo evento marcado como capítulo 79 da história original.

O sistema despertou imediatamente na cabeça de Helena.

A última missão havia começado.

A voz mecânica informou que Helena deveria aparecer como uma socialite deslumbrante e não alterar o resultado do leilão.

O prêmio seria de R$ 5 milhões, seguido pelo encerramento definitivo do sistema.

Helena olhou para o colar sobre o busto de veludo.

As pétalas de ouro rosé pareciam se abrir ao redor dos rubis.

Aquela peça havia começado numa caixa de cedro, escondida por uma mulher que ninguém conhecera de verdade.

Agora, pessoas importantes disputariam o direito de usá-la.

—Inscreva o conjunto — disse Helena. —Mas mantenha meu nome fora do catálogo.

Sara estreitou os olhos.

—Você tem certeza?

—Tenho uma última obrigação como enfeite de salão.

Nos dias anteriores ao gala, Rafael e Sofia atravessavam a fase mais cansativa do romance original.

Camila Duarte, antiga pretendente de Rafael, voltara ao país e fazia questão de humilhar Sofia em público.

Rafael não sabia confortar ninguém sem parecer que estava negociando uma aquisição.

Sofia interpretava seu silêncio como vergonha.

Helena pretendia ficar longe dos dois.

Seu plano fracassou durante um encontro num barco, três dias antes do leilão.

Ela estava ao lado do bufê, comendo uma vieira, quando Rafael parou diante dela.

—Senhorita Azevedo.

Helena quase engasgou.

A voz do sistema disparou um alerta.

A beleza da personagem secundária estava desviando a atenção do protagonista.

Helena precisava devolvê-lo imediatamente à história correta.

—Bonito barco — disse ela.

Rafael pareceu não perceber o esforço.

Ele estava cansado e mantinha uma das mãos sobre a têmpora.

—Minha mãe comentou que sua família analisa o projeto da Orla Sul.

Aquilo não era interesse romântico.

Rafael procurava uma conversa segura para evitar Sofia, que observava os dois do outro lado do convés.

Mesmo assim, a consequência seria a mesma.

Helena se recusava a virar munição numa briga amorosa.

—Não entendo nada de terrenos — respondeu. —Acho a terra muito suja.

Rafael ficou em silêncio.

Helena continuou antes que ele tentasse explicar o projeto.

—Sofia entende dessas coisas. Vi que ela estava lendo uma revista de economia.

Rafael olhou na direção indicada.

Sofia desviou os olhos depressa.

—Ela é muito preparada — acrescentou Helena. —O senhor tem sorte.

Helena apontou para um garçom que se aproximava.

—Com licença. Chegaram mais vieiras.

Ela saiu antes de ouvir uma resposta.

Quando olhou para trás, Rafael já caminhava na direção de Sofia.

Seu rosto perdeu parte da rigidez assim que começou a falar com ela.

O sistema anunciou que a integridade do enredo havia sido preservada.

Em seguida, depositou R$ 10 mil na conta de Helena.

—Dez mil por impedir um mal-entendido milionário? — reclamou ela.

O sistema não respondeu.

—Você realmente não suporta aquele homem, não é?

A voz veio do piso superior do barco.

Juliano estava encostado no corrimão, usando um terno azul-marinho e segurando um cigarro apagado entre os lábios.

Helena ergueu o rosto.

—Desde quando corretores de pedras frequentam encontros como este?

—Eu vou até onde está o dinheiro.

Juliano desceu a escada estreita e parou diante dela.

—Você fugiu do homem mais influente daqui como se ele carregasse uma doença.

—Ele carrega algo pior.

—O quê?

—Uma trama dramática. Tenho alergia.

Juliano riu.

Então segurou o dorso da mão de Helena e examinou um pequeno corte em cicatrização.

—Use luvas no leilão.

—Por quê?

—As pessoas vão descobrir que a herdeira intocável possui calos.

Helena puxou a mão.

—Vou usar o que eu quiser.

Juliano sorriu de um jeito diferente.

Sem a ironia habitual, o rosto dele parecia mais jovem e perigosamente sincero.

—Vejo você no Gala Aurora, H.

Ele inclinou a cabeça.

—Ouvi dizer que haverá um conjunto de begônias impossível de ignorar.

O coração de Helena falhou uma batida.

Juliano se afastou antes que ela perguntasse o quanto ele sabia.

Na noite do evento, Helena escolheu um vestido verde-esmeralda com as costas abertas.

Prendeu parte dos cabelos e deixou o restante sobre um dos ombros.

Não usou o conjunto que desenhara.

Colocou apenas pequenos brincos de diamante.

Quando entrou no salão, várias conversas diminuíram ao mesmo tempo.

O sistema avaliou sua presença como devastadora.

Depois ordenou que ela ocupasse o canto designado.

Helena aceitou uma taça e se posicionou perto do bar.

Rafael e Sofia chegaram juntos pouco depois.

Camila surgiu usando um vestido vermelho e uma expressão que parecia preparada para uma guerra particular.

Até aquele momento, tudo seguia o capítulo 79.

Helena deveria apenas existir no mesmo espaço.

Ser vista não era o mesmo que ser conhecida.

Camila, porém, aproximou-se de Rafael quando percebeu que Sofia podia ouvi-la.

—O catálogo deste ano está decepcionante — declarou ela. —Nada parece digno de você.

Rafael manteve o rosto fechado.

Camila olhou diretamente para Helena.

—Talvez seja porque, perto de uma mulher realmente deslumbrante, tudo pareça comum.

O salão silenciou.

Centenas de olhares se voltaram para o canto onde Helena estava.

Sofia baixou o rosto e apertou os próprios dedos.

Camila havia transformado Helena numa arma sem sequer pedir permissão.

Na história original, Rafael deveria abraçar Sofia e declarar que ela era a única mulher presente para ele.

No entanto, ele demorou uma fração de segundo.

O sistema emitiu um ruído urgente.

Helena baixou a taça.

—Senhorita Duarte, não me use como acessório da sua paquera sem resposta.

Camila perdeu o sorriso.

Helena falou num tom calmo, audível até as primeiras mesas.

—O senhor Monteiro claramente só enxerga a própria companheira.

Ela analisou Camila dos pés à cabeça.

—Caso precise de óculos, a fundação da minha família pode ajudar com a consulta.

Alguém tossiu para esconder uma risada.

Camila ficou vermelha de raiva.

Rafael encontrou sua fala perdida.

Ele passou o braço ao redor de Sofia.

—Helena está certa. Para mim, Sofia é a única mulher deste salão.

O alívio no rosto de Sofia foi imediato.

Camila recuou diante dos olhares divertidos que agora recebia.

A tentativa de humilhação havia se voltado contra ela.

O sistema declarou que o ponto central do romance estava assegurado.

Helena retornou ao canto antes que alguém resolvesse agradecê-la.

—Boa defesa — murmurou Juliano perto de seu ouvido.

Ele segurava um copo de uísque e parecia perfeitamente confortável naquela multidão.

—Você está em todos os lugares — respondeu Helena.

—Eu avisei que viria.

Os olhos de Juliano passaram pelo pescoço e pelos ombros dela.

—Você está bonita hoje.

Helena ergueu uma sobrancelha.

—Só hoje?

—Prefiro quando existe pó de prata no seu rosto.

O calor subiu às bochechas dela antes que pudesse impedir.

O leiloeiro bateu suavemente no microfone.

Uma cortina de veludo se abriu sobre o palco.

Dentro da vitrine estava o conjunto Cascata de Begônias.

A luz atravessou os rubis e percorreu as pétalas de ouro rosé.

Os pequenos diamantes criavam a impressão de orvalho preso nas flores.

Helena esqueceu o sistema por alguns segundos.

Aquelas linhas tinham passado primeiro pelas mãos da antiga dona daquele corpo.

Depois, ganharam forma através das mãos marcadas de Helena.

O lance inicial foi anunciado em R$ 5 milhões.

As placas começaram a subir.

R$ 6 milhões.

R$ 7 milhões.

R$ 10 milhões.

Camila levantou sua placa.

—R$ 15 milhões.

Ela olhou para Sofia com um sorriso desafiador.

Rafael respondeu com R$ 20 milhões.

Camila ofereceu R$ 25 milhões.

Rafael subiu para R$ 30 milhões sem mudar de expressão.

Helena observava os números com uma sensação quase absurda.

Pessoas estavam oferecendo uma fortuna por algo construído durante noites de café instantâneo e dedos feridos.

Camila elevou o lance para R$ 35 milhões.

Sua voz já demonstrava esforço.

Rafael olhou para Sofia.

Ela segurou sua mão e fez um pequeno gesto afirmativo.

Rafael levantou a placa pela última vez.

—R$ 50 milhões.

O salão mergulhou em silêncio.

Camila não conseguiu responder.

O leiloeiro contou uma vez.

Depois contou duas.

O martelo desceu.

O conjunto foi vendido a Rafael por R$ 50 milhões.

Sofia sorriu quando ele beijou sua testa.

Camila deixou a placa cair sobre a mesa.

O romance principal havia chegado ao resultado previsto.

A voz mecânica surgiu pela última vez na mente de Helena.

A história estava concluída com sobrevivência perfeita.

O sistema iniciou a desvinculação e transferiu a recompensa final de R$ 50 milhões.

—Tenha uma boa vida, Helena.

A voz desapareceu.

Junto dela, sumiu a pressão invisível que orientava cada escolha de Helena.

Não existia mais uma personagem secundária obrigada a proteger o amor de estranhos.

Helena era apenas Helena.

O aplauso ainda ecoava quando Vicente Lacerda se levantou na primeira fileira.

—Esperem.

A palavra cortou a celebração.

Vicente era um designer conhecido e antigo rival profissional de Sara.

Ele apontou para a vitrine.

—Esse desenho é roubado.

As palmas cessaram.

Sara ficou rígida perto do palco.

Rafael virou-se com impaciência.

—Explique sua acusação.

Vicente abriu um sorriso arrogante.

—O estúdio de Sara não produz nada desse nível há anos.

Ele afirmou que as garras e as pétalas imitavam o trabalho do falecido mestre Otávio Belmonte.

Segundo Vicente, o designer anônimo estava vendendo plágio num evento beneficente.

Sussurros atravessaram o salão.

Sara conhecia a origem da peça, mas não dominava cada cálculo técnico usado por Helena.

Vicente percebeu a hesitação e avançou.

—Tragam o suposto criador ao palco.

Ele apontou novamente para o colar.

—Quero ouvir a proporção matemática dos rubis.

Vicente abriu os braços, satisfeito com a atenção.

—Caso ninguém responda, este leilão é uma fraude.

Rafael olhou para Sara.

—Quem criou o conjunto?

Sara procurou Helena entre as pessoas.

Ela não revelou o nome.

O acordo entre as duas ainda valia.

Helena observou o colar dentro da vitrine.

Lembrou-se do alicate, do buril e das madrugadas passadas sobre cada pétala.

Também se lembrou da caixa de cedro escondida no fundo do closet.

A antiga Helena havia guardado aquele sonho até desaparecer sem ser conhecida.

A nova Helena não faria o mesmo.

Ela colocou a taça sobre a bandeja de um garçom.

—Segure isto — pediu a Juliano.

Então saiu das sombras.

O tecido verde acompanhou seus passos pelo corredor central.

As conversas diminuíram conforme as pessoas percebiam quem se aproximava do palco.

Vicente soltou uma risada ao vê-la subir os degraus.

—A senhorita veio defender sua amiga?

Helena não respondeu.

Ela parou diante do microfone e encarou Vicente sem baixar os olhos.

—O ângulo inferior dos rubis é de 42 graus.

O sorriso dele se desfez.

Helena indicou a vitrine.

—Usei um corte brilhante em degraus, modificado para ampliar a refração das inclusões naturais.

Vicente tentou interrompê-la.

—Belmonte usava exatamente essa técnica.

—Não usava.

A resposta saiu limpa.

—Ele trabalhava com 38 graus, sacrificando brilho para criar profundidade.

Helena voltou o rosto para o conjunto.

—Escolhi 42 porque begônias devem parecer vivas, não enterradas.

Nenhuma pessoa se mexeu.

Vicente abriu a boca, mas não encontrou resposta imediata.

—Você decorou informações técnicas — acusou ele.

Helena estendeu a mão direita.

Os calos e as pequenas cicatrizes continuavam visíveis sob a luz do palco.

—Eu desenhei o conjunto.

Vicente riu outra vez, agora sem segurança.

—Você é uma socialite.

—Também sou designer.

Helena se aproximou da vitrine.

—Eu preparei o molde, trabalhei o ouro e ajustei cada pedra.

Ela descreveu a sequência usada nas garras internas e a razão das pétalas assimétricas.

Nenhum detalhe constava no catálogo.

Somente a pessoa que construíra a peça poderia conhecê-los.

Sara subiu ao palco e ficou ao lado dela.

—Acompanhei o trabalho por três meses — declarou. —Helena realizou cada etapa sob supervisão do estúdio.

Vicente empalideceu.

A acusação que deveria destruir Sara agora revelava sua própria irresponsabilidade.

Helena não levantou a voz.

—Meu sobrenome não transforma seu insulto em verdade.

Ela apontou para Vicente.

—Você pode examinar minha bancada quando quiser.

Então deu mais um passo.

—Mas volte a chamar meu trabalho de roubo e eu comprarei sua marca apenas para encerrá-la.

Vicente recuou.

A postura dele encolheu sob os olhares que antes pretendia controlar.

Rafael aproximou-se do palco.

O respeito em seu rosto era diferente de qualquer elogio feito à beleza de Helena.

—Foi realmente você quem criou isto?

—Foi.

Helena sorriu sem ensaiar.

—Parabéns pelo lance, senhor Monteiro. Sua noiva possui excelente gosto.

Sofia olhou para o colar, depois para Helena.

—Eu cuidarei dele.

—É melhor cuidar mesmo. As pétalas deram muito trabalho.

Algumas pessoas riram.

Desta vez, não riam para humilhar ninguém.

O leiloeiro confirmou que a venda continuava válida.

Sara anunciou que o nome de Helena seria incluído no registro oficial da peça.

O salão começou a aplaudir.

Helena não permaneceu para receber aquilo.

Ela desceu do palco e atravessou uma porta lateral.

O ar fresco da varanda atingiu seus ombros descobertos.

Seu coração batia com força.

Ela havia abandonado o papel que lhe fora entregue.

Nada desabou.

Uma jaqueta pesada pousou sobre seus ombros.

O tecido carregava o cheiro de chuva e madeira.

Helena se virou.

Juliano estava junto ao parapeito, ainda segurando a taça que ela lhe entregara.

—Você não avisou que pretendia explodir a noite de metade dessas pessoas.

—Eu improvisei.

Helena apertou a jaqueta ao redor do corpo.

—Vai dizer que minha técnica estava errada?

Juliano se aproximou.

Ele segurou a mão direita dela com cuidado.

Seu polegar percorreu os calos na base dos dedos.

—Sua técnica estava impecável.

Helena observou a porta atrás dele.

Dois funcionários do evento haviam cumprimentado Juliano com uma deferência que não combinava com um simples corretor.

Ela recordou sua segurança no barco e a facilidade com que circulava entre aquelas famílias.

—Quem é você de verdade?

Juliano permaneceu em silêncio durante um instante.

—Juliano Monteiro.

Helena franziu a testa.

Ele completou antes que ela perguntasse.

—Sou o irmão mais velho de Rafael.

A informação reorganizou várias lembranças ao mesmo tempo.

Juliano era o filho afastado dos Monteiro, quase nunca mencionado nos eventos da família.

Preferira pedras brutas aos escritórios impecáveis do grupo empresarial.

—Você me deixou acreditar que era apenas um corretor excêntrico.

—Eu sou um corretor excêntrico.

—E também um Monteiro.

—Esse é o detalhe menos interessante.

Juliano ergueu a mão marcada de Helena.

—Voltei para descobrir se ainda existia algo nesta cidade que valesse a pena.

Ele beijou devagar os nós dos dedos dela.

—Descobri que existe.

O salão voltou a aplaudir do outro lado das portas.

Helena, porém, ouviu principalmente o silêncio dentro da própria cabeça.

O sistema não estava mais ali.

Nenhuma voz lhe dizia onde permanecer, quem proteger ou quando desaparecer.

Juliano aproximou o rosto do dela sem desviar os olhos.

Helena não recuou.

O beijo aconteceu sob a luz discreta da varanda, longe do palco que finalmente carregava seu nome.

Na manhã seguinte, a caixa de cedro continuaria no closet.

Porém, não guardaria mais um sonho abandonado.

Helena colocaria dentro dela o primeiro desenho assinado com seu próprio nome.

Favorita Absoluta havia sido escrita para Rafael e Sofia.

O autor simplesmente esquecera de escrever a história de Helena.

Ela preferia assim.

Com as mesmas mãos que haviam criado as begônias, Helena começaria a construir o próprio final.

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